AS PREMISSAS DO SUSTENTABILISMO
Premissas
são as teses ou hipóteses que servem de base para uma conclusão. Podem ser
fatos, como conhecimentos e experiências, ou opiniões difundidas, e crenças. Em
sentido amplo, elas são a origem da qual se realizam os raciocínios. Em sentido
estrito são as duas primeiras proposições que servem de base para um silogismo.
A Hipótese Neo-malthusiana ou o esgotamento dos recursos naturais em escala geométrica
A Revolução Industrial contribuiu para o
acelerado crescimento populacional. O avanço da medicina aumentou a expectativa
de vida das pessoas e reduziu a mortalidade infantil. A Inglaterra, terra de
Thomas Malthus,saltou de cinco para vinte milhões de habitantes entre 1750 e
1800. Vertiginoso para a época, este aumento estimulou os estudos demográficos
para a compreensão da dinâmica populacional. Malthus foi um desses estudiosos e
logrou uma posição de destaque ao publicar seu livro “Ensaio sobre o Princípio
da População”.
A
tese defendida por ele é que a população cresceria em escala geométrica, e que
dobraria de tamanho a cada vinte e cinco anos, enquanto a produção de alimentos
ocorreria em escala aritmética. Mas como ele era pastor anglicano, acreditava
que a pobreza era parte integrante do destino humano, quer dizer, também tinha
uma visão antropológica pessimista e fatalista. Para controlar o crescimento
populacional sua proposta era o controle da natalidade baseado na abstinência
sexual e adiamento da idade dos casamentos (casamentos tardios). Ele denominou
esta prática de “controle moral”. Não fazia parte da proposta o uso de métodos
contraceptivos, e o controle moral foi sugerido apenas para a parte pobre da
população, para forçar a diminuição da natalidade. Também acreditava que era
necessário dar fim aos programas de assistencialismo, visto que essa ajuda
amenizaria os problemas enfrentados pelas camadas mais pobres e estimularia a
gerarem mais filhos. Segundo ele, o aumento populacional seria a causa da
miséria, e não que a miséria seria a causa do o aumento populacional.
O
descompasso entre a população e a produção de alimentos, de acordo com a visão
do anglicano, resultaria em uma população mundial miserável e faminta. Esta tese tornou-se
conhecida como “Malthusianismo”. No fim, como se sabe, a hipótese
malthusiana não se confirmou; primeiramente porque as premissas em que se
baseou eram restritas e ele também não contava com o extenso avanço do
conhecimento, que mudou radicalmente as técnicas de produção de alimentos. A
população também não cresceu em ritmo geométrico, naquela época. A tese malthusiana começou a ser refutada
quando os países atingiram níveis de desenvolvimento em que as populações
aumentaram simultaneamente à produção de alimentos.
Duas
das principais linhas teóricas de refutação foram a “neomalthusiana” e a
“reformista”. No
inicio do século XX muitos países tiveram crescimento populacional acelerado.
Mais uma vez manifestou-se o receio de que este crescimento impactaria negativamente
gerando problemas sócio-econômicos e até miséria. Mais uma vez o controle da
natalidade apareceu como uma solução, mas desta vez, admitindo-se o uso de
contraceptivos, aliado ao investimento em saúde e educação. O tom
neomalthusiano também era de alarmismo, porquanto acreditavam que se não se
reduzisse a população os recursos naturais da Terra seriam esgotados.
Contrapondo-se
às premissas neomalthusianas, os reformistas afirmavam que a causa do aumento
das taxas de natalidade era o subdesenvolvimento, e não o contrário. A miséria
seria um efeito da carência educacional e sanitária, incluindo ai o saneamento
básico. Assim, segundo os
reformistas, o controle populacional seria eficaz se eficazes fossem as
políticas públicas de educação e de saúde. No cerne dessas propostas esteve
sempre presente a noção de que a o aumento populacional é um mal.
A Hipótese da Escassez
Subjacente às noções de matriz malthusiana reside a certeza que a Terra não tem condições da abrigar e alimentar toda a população. Esta noção era válida quando a população mundial estava abaixo de um bilhão de pessoas, e continua ainda hoje, quando a população mundial ultrapassou a marca de sete bilhões de almas encarnadas. Apesar disso, a Terra ainda continua alimentando toda a população, e alguns países, como o Brasil, grande produtor de alimentos, tem condições de no mínimo triplicar a sua produção atual.
Entretanto, a hipótese da escassez é facilmente
rebatida. Existem fortes evidências de que na verdade, a Terra pode abrigar
toda a população atual com folga e que, nosso planeta é um lugar de abundância.
O fato é que realmente existe uma distribuição desigual das populações e das
áreas agricultáveis que geram graves problemas de segurança alimentar, mas que
podem ser resolvidos por meio da cooperação entre os povos.
Essas noções, crenças e hipóteses, na verdade, estão
sistemicamente vinculadas. A hipótese da escassez está vinculada ao pessimismo
antropológico, como pode ser facilmente verificado.
A Hipótese da Causa Antropogênica das udanças Climáticas”
Uma das principais premissas dos sustentabilistas é
a causa antropogênica do aquecimento global, ou como é tratado agora, dentro da
tática de mudança semântica constante, “mudanças climáticas”. Esta premissa
articula-se com a neomalthusiana, dentro ainda do pressuposto do pessimismo
antropológico. Pode-se notar sem muito esforço que a acusação de que é a
humanidade que destrói o meio-ambiente não passa de ódio à humanidade
disfarçado de teoria científica.
É evidente também que tenta-se uma justificativa
lateral para a redução populacional, porquanto, se é o homem que está
destruindo o meio-ambiente, e sendo este um ente divinizado, o mais racional é,
pelo menos, diminuir a quantidade de pessoas vivendo sobre o planeta para
“salvá-lo”.
Esta premissa trata-se de uma falácia já demonstrada
inúmeras vezes por cientistas de varias partes do mundo, inclusive do Brasil.
Numa atitude prudente, não é negada a influencia das atividades humanas sobre o
planeta, seu clima, e sobre os biomas, porém, um ponto é admitir a influência e
outro muito diferente é afirmar que tais atividades humanas são a principal causa das tais mudanças
climáticas.
Sabe-se com elevado grau de certeza que estas
mudanças estão ocorrendo, máxime, por razões cósmicas e geológicas. As
constantes mudanças no sol, com o lançamento de massa coronal, tem afetado o
campo magnético da Terra, bem como provocando profundos movimentos telúricos.
Assim, aquecimento global, resfriamento global, terremotos e maremotos são
eventos que acontecem ciclicamente em grande escala. Os ciclos de Milancovich
já atualmente bem conhecidos.
Recentemente cientistas planetários descobriram que
o planeta Marte já teve um campo magnético; aqui mesmo na Terra foram
descobertas provas de mudança do campo magnético, acerca de quarenta mil anos. Na
mesma linha, astrônomos estão intrigados com o aquecimento do planeta Netuno e
o derretimento de suas calotas polares, conforme pode ser facilmente verificado
nos sites que tratam dos temas astronômicos ou que envolvam a NASA. A menos que
admitamos a existência de vida inteligente em Netuno, e mais, que uma possível sociedade
residente naquele astro, também esteja organizado economicamente na forma de um
sistema produtivo industrial baseado em combustíveis fósseis, o que estaria
aquecendo o planetinha e derretendo os gelos polares.

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