DESENVOLVIMENTO RESPONSIVO: PROPOSTA DE RESISTÊNCIA
Ivomar Schuler da Costa
A proposta do desenvolvimento responsivo deve ser considerada também, mas não exclusivamente, sob a perspectiva de um duelo intelectual na busca pela conquista de um padrão de pensamento e domínio de territórios.
Impor externamente um modo de ser e de existir por intermédio do domínio e da manipulação do ambiente cognitivo é também um meio de combate, como vimos em https://desenvolvimentoresponsivo.blogspot.com/2023/10/desenvolvimento-sustentavel-como-guerra.html. Elaborar uma proposta adequada às condições brasileiras, contrapondo-a à proposta alienígena do Desenvolvimento Sustentável, é tanto uma estratégia de resistência às tentativas de dominação cultural do Brasil quanto uma barreira poderosa ao sequestro das mentes dos brasileiros por agentes internos à serviço dos atacantes estrangeiros.
Nas “novas modalidades da guerra” uma das etapas é luta pela liderança intelectual. Por enquanto o proposta dos sustentabilistas está em vantagem porque não havia surgido nenhuma resposta à altura. Felizmente, começam a surgir diversos núcleos de pensamento que trabalham a partir do conceito de responsividade, a maioria fora das universidades.
No Rio Grande do Sul, por exemplo, está se desenvolvendo autonomamente o conceito de cidades responsivas. Tal fato é alvissareiro, pois evidencia a nossa capacidade intelectual independente dos grandes centros de produção científica e ideológica, bem como da academia, que devido à imposição de padrões de pensamento uniformes, abandonando a capacidade crítica necessária e fundamental à produção científica, está em franco declínio da autoridade que conquistou nos últimos três séculos.
Na luta pela liderança intelectual pelas propostas de desenvolvimento é importante estabelecer a contraposição Sustentabilistas X Responsivistas. Esta é uma forma de despertar a percepção das pessoas para o problema do colonialismo intelectual, sobretudo o europeu.
É preciso caracterizar devidamente a proposta sustentabililista em seus aspectos principais. Naturalmente, muitos leitores estranharão a lista que será apresentada. Isso se deve, entretanto, à ampla campanha de propaganda para inculcar ideias que não correspondem à realidade, mas, contrariamente, pretendem obter o domínio mental da população para que ela própria aceite e implante as ações que produzirão a sua queda.
Entre estes aspectos das propostas sustentabilistas, cito algumas:
1. Globalista, ou seja, anti-soberania nacional: busca a criação de um governo global que passe a impor regras impositivas válidas para todos os países, sobrepondo-se aos órgãos legislativos e constituições dos estado-nações.
2. Anti-nacionalista: busca expandir o internacionalismo, ou seja, a ideia de que o nacionalismo é uma atitude e prática violenta. Para tanto, desmerece o patriotismo, o amor das pessoas ao local onde vivem, aos seus símbolos, etc.
3. Escravizadora: o sustentabilismo, por meio da implantação das ações do “Desenvolvimento Sustentável”, inversamente ao que prega e divulga, não melhora a vida das pessoas. Fora alguns casos muito específicos, o que gera é miséria e fome, porquanto impede que países que precisam desesperadamente de energia para criar as condições de expansão dos seus sistemas agrícolas ou indústrias, e necessitam exportar sua produção agropecuária para conseguirem divisas, visando reinvesti-las em novas melhorias para a sua população, sofrem inúmeras restrições dos países já desenvolvidos. Estes, de modo geral, no seu processo de desenvolvimento destruíram seus próprios meio-ambientes naturais. Os países pobres, antigamente denominados de Terceiro Mundo, são obrigados a comprar tecnologias ditas avançadas, supostamente não poluentes, baseadas em energias renováveis, como parques eólicos, mas que poluem tanto ou mais do que as energias baseada em carbono. Os países desenvolvidos, como EUA e os da União Europeia, fazem grandes exigências para aceitar obrigando-os a gastarem grandes somas em tecnologias que causam dependência e esgotam suas finanças, provocando ou mantendo a miséria destas populações.
4. Etnocentrista: O etnocentrismo consiste numa visão do mundo a partir da autorreferência; isto é, um país, uma sociedade, uma cultura, vê os outros como inferiores a si mesmos. Tudo que é diferente de si mesmo recebe a marca da inferioridade e passa a ser visto como não aceitável. Daí para impor padrões “civilizatórios” é apenas um passo. O “desenvolvimento sustentável” é uma dessas formas impositivas disfarçadas. Sob o pretexto de salvar o meio-ambiente natural e “levar” o desenvolvimento para todos, usam-se artifícios de controle de sociedades inteiras.
5. Destruidora das relações sociais e das tradições: Os sustentabilistas focam a sua atenção e ações, com enorme ênfase, no meio-ambiente natural, chegando ao ponto de sacraliza-lo. Neste nível, as pessoas ficam em segundo plano, não importando se as ações de preservação ecológica matarão milhões de pessoas. Para atingir o controle, no entanto, os sustentabilistas precisaram dominar as mídias e alterar as instituições de diversos países. Referimo-nos tanto às instituições políticas e sociais, como, com maior importância, as morais. Ao destruir a moralidade de uma sociedade, por extensão, destrói toda ela. É como de retira-se o parafuso central de uma máquina. Na ausência desse parafuso, a máquina se desmantela e perda completamente a funcionalidade. A moralidade também influi poderosamente no modo como uma sociedade se relaciona com o meio-ambiente natural. Assim, preservar a moralidade, trabalhando para alterar gradativamente aqueles pontos que não sejam tão favoráveis, porém tomando o cuidado de preservar os valores centrais, é o caminho correto.
Todas estas são medidas de alto impacto foram e têm sido extensivamente utilizados com amplo sucesso pelos globalistas, de direita ou de esquerda, contra os soberanistas e nacionalistas e a direita de forma geral.
Precisamos reverter esta situação de domínio ideológico sustentabilista, para retomar o domínio da nossa liberdade, autonomia e autodeterminação. O Desenvolvimento Responsivo é um modo de alcançar tal objetivo.

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