GLOBALISMO E IDEOLOGIA SUSTENTABILISTA: TRES PONTOS

 


Ivomar Schuler da Costa

É quase infalível. As informações que nos chegam diariamente são formatadas para nos fazer acreditar que tudo é feito seguindo um rigoroso método científico. Como a maioria de nós não possui a formação adequada e nem o tempo necessário para refletir sobre tudo que nos chega, acaba por aceitar como verdade o que nos é dito, algo que geralmente não passa de narrativa ou de ideologia.

Na atualidade, a sustentabilidade ostenta a posição de verdade estabelecida. Fala-se que há consenso social e científico a respeito da necessidade de implantação de metodologias para assegurar que o meio-ambiente natural não seja destruído e, assim, a base da nossa sobrevivência como sociedade organizada se mantenha incólume.

Acontece que nem o Desenvolvimento Sustentável é científico e muito menos há autêntico consenso social. Para que exista consenso é fundamental que hajam amplas discussões abertas, sem imposições de supostas autoridades científicas, sem restrições da liberdade de expressão e, sobretudo, direito de crítica. A liberdade de pensamento é essencial para a formação do consenso, mas este não pode ser fruto das técnicas manipulativas do marketing, por meio das propagandas carregadas de estímulos sub-liminais. Este suposto consenso tem sido implantado através das técnicas mais avançadas da comunicação.

Aqui apresentamos apenas três pontos para que possamos refletir sobre esta enorme cobertura comunicacional elaborada para encobrir a verdade e iludir a maioria de nós.

O Desenvolvimento Sustentável começou como um movimento de ideias e somente depois é que começaram as elaborações teóricas com a intenção de torná-las científicas. Ele não surgiu da observação de fatos, com a posterior tentativa de explicitação das leis que os regiam. Nem sequer houveram debates entre correntes divergentes, porque desde o inicio foi realizado um esforço enorme para criar uma correnteza de idéias tão forte que abafasse qualquer outra voz. Sem crítica interna não há ciência, por isso o Desenvolvimento Sustentável, em que pese algumas certezas, não passa de simulacro de teoria científica. 

As idéias e propostas de desenvolvimento sustentável foram desenvolvidas a partir dos anos setenta do Século XX por países que já haviam alcançado altos níveis de desenvolvimento econômicos e social, porém destruíram quase que completamente seu meio-ambiente até atingir este patamar. 

A resposta aos países desenvolvidos que tentam impor suas regras de preservação ambiental sem considerar a necessidade dos subdesenvolvidos deve ser sempre no sentido de um desafio a que primeiramente recomponham suas florestas, seus cursos d’água, suas pastagens originais, antes de exigir que os subdesenvolvidos o façam. Os países desenvolvidos devem primeiro dar o exemplo e mostrar que suas regras de desenvolvimento funcionam para eles mesmos.

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